quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"Lula, guerreiro do povo brasileiro".

Olê, Olê, Olê, Olá, Lula, Lula...




O ginásio Gigantinho ficou lotado e, entre uma atração e outra, os participantes do Fórum fizeram "ola" e entoaram cantos como "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula"e "Lula, guerreiro do povo brasileiro".

Antes falou presidente da CUT, Arthur Henrique, que criticou a grande mídia brasileira e a criminalização dos movimentos sociais que ela promove. Bastou o presidente da CUT citar o nome da ministra Dilma Roussef para que o plenário respondesse em uníssono: "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma".

O presidente lembrou que seu governo e várias ações governamentais foram produto de formulações dos movimentos sociais, com quem sempre procurou governar de braços dados, mantendo boas relações e promoveu diversas conferências nacionais os movimentos sociais influírem no governo.

Emocionou a platéia quando disse que o Planalto passou a abrir as portas para gente do povo, e citou quando recebeu um grupo de vítimas da hanseníese para reconhecer o direito à uma pensão previdenciária, e beijou o rosto das senhoras que, sempre vítimas de preconceito, nunca imaginaram que um presidente da República iria cumprimentar de forma tão carinhosa pessoas que tinham sequelas no rosto.

Ida a Davos

Declarou que vai a Davos, para o Fórum Econômico Mundial, e levou deleite ao público constatando que aquele fórum "não tem mais o glamour que eles pensavam que tinha em 2003".

Afirmou ainda que vai com orgulho ao Fórum de Davos, e argumentou as razões: ao invés de devedor, agora o Brasil é um credor do Fundo Monetário Internacional (FMI); segundo o presidente, o mundo desconfiava da sua capacidade de conduzir o Brasil, e, no entanto, "foi um torneiro mecânico quem mais fez escolas técnicas e universidades no Brasil"; o país possui a mais consolidada política de inclusão social do planeta; e, por fim, Lula lembrou que foi criticado quando disse que a onda da crise se manifestaria no Brasil como uma "marolinha", e agora "o resultado está aí", provoca Lula, citando os dados de 945 mil empregos com carteira assinada criados no setor produtivo privado neste ano, sem contar os cargos públicos.

O presidente aproveitou para anunciar que em março será lançado um segundo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2.

Sobre Conpenhagem, a defesa do presidente é que o Brasil levou uma proposta ousada, mas que o debate terá que ser refeito no próximo encontro, no México, e o compromisso deve ser "cada um limpar sua própria sujeira", referindo-se à pressão feita pelo Brasil e outros países para que os países do centro (Estados Unidos, Inglaterra e outros) assumam metas mais ousadas de redução da emissão de gases e desmatamento.

Visita ao Haiti

Lula aproveitou o espaço ainda para defender a posição adotada pelo Brasil no Haiti, anunciou que visitará o país no dia 25 de fevereiro, que foram reforçadas as tropas brasileiras no país e ainda fez um apelo, para que o Fórum Social Mundial tire uma resolução: que haja uma constante preocupação para cada participante por um ano, até a próxima edição: dedicação à reconstrução do Haiti.

Lula provou um "aaahhhhhhhhhhhhh..." na platéia quando disse que seu governo estava acabando ... mas ... ele disse estar certo de que quem vem depois continuará e fará melhor... - quando o povo gritou "Dilma... Dilma..."

Mas Lula não apenas de seu governo e relações internacionais. Fez questão de falar sobre o Fórum Social Mundial, dizendo que o FSM deve encontrar uma forma de fazer mais gente participar de suas atividades, e ressaltou que a crise do capitalismo que se abateu sobre o mundo em 2008 abre espaço para o Fórum crescer.

Encerrando seu discurso, Lula avaliou que o FSM mantém "a mesma saúde, o mesmo vigor de 2003, mas está mais maduro, mais consciente, mais sabedor do que precisa fazer" e valorizou ainda o papel do Fórum de alimentar utopias. Do Blog Leia mais aqui.

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